chevrolet “tunado”, latitude zero
Posted by ac on 18th October 2007
Eu tenho duas adaptações que são de teatro, talvez o que difira do Marçal e até do Arriaga. Na verdade, eu fiz duas adaptações de peças teatrais, uma do Fernando Bonassi que se chamava “As Coisas Ruins da Nossa Cabeça” que se transformou num filme chamado “Latitude Zero”. E o outro, bem recente, que é da obra do Mário Bertoloto, “Nossa Vida Não Vale um Chevrolet”, vai se chamar “Nossa Vida Não Cabe num Opala”. Unicamente porque a Chevrolet não liberou o nome para o cinema, apesar da peça ter ganho prêmio Shell. Então, enfim… teve que se adequar.
Quando você faz uma adaptação, você tem que ter um desrespeito saudável pela obra adaptada. Porque é isso, entendeu ? Mesmo que seja Machado de Assis, você tá fazendo uma outra mídia,. Não é um filme, não é um livro, não é uma peça filmada, é um filme, ele tem as suas demandas específicas. Eu sei de muita gente por aí que diz, até de roteirista que diz que o roteiro adaptado é muito mais fácil. Acho que é uma grande inverdade.
Quem diz isso diz que a obra tá pronta, que a estrutura narrativa tá trabalhada, que o personagem tá construido, o que não é verdade.
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